Vereadora Belinha fala sobre o ilustre Doutor Itamar (in memorian)

Dr. Itamar Augusto Vasques Melecchi, filho dos italianos Alfredo e Altina Melecchi, nasceu em Porto Alegre em 1º de outubro de 1935, onde residiu até ingressar na faculdade de medicina da Universidade Federal de Pelotas. Ao graduar-se médico foi morar em Bom Jesus – RS cursou Administração Hospitalar vindo a administrar o Complexo Hospitalar Conceição, e posteriormente tornou-se Diretor do Hospital Fêmina, em Porto Alegre. Especializado em cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, cirurgia em cancerologia, endoscopia digestiva, gastroenterologia, cardiologia e medicina do trabalho. Também participou da primeira turma nacional de reabilitação em Hanseníase.
Em seu currículo, foi Auditor do IPERGS, Consultor do Ministério da Saúde, Assistente de Coordenação no Gabinete do Secretário da Saúde e Meio Ambiente do RS; Assessor em Autarquias junto ao governo federal em Brasília assessorou o Ministério da Saúde no acidente radioativo em Goiânia, dentre outras recebeu o Troféu Obirici por ser destaque em medicina no RGS, foi jubilado e homenageado na Unimed RS. Também foi Mestre Maçom.
Atuava em consultório, em hospitais públicos e privados, atuou em alguns municípios como Bom Jesus, Barra do Ribeiro, Cachoeirinha, Canela, Capão da Canoa (homenageado pela prefeitura por salvar muitos afogados), Cidreira, Charqueadas, Glorinha, Gramado, Gravataí, Monte Negro, Palmares, Pinhal, Quintão, Santo Antônio da Patrulha, Sapiranga, Sertão Santana, Teotônia, Terra de Areia e Torres.
Casou-se com Edy Maria Melecchi, Artista Plástica e Professora, com quem viveu por 60 anos, oito de compromisso e 52 casados. Tiveram quatro filhos Rossana, Ândrea, Karini e o único homem Harrison, cujo falecimento repentino aos 43 anos fez com que o Dr. Itamar adoecesse, vindo a falecer poucos meses depois. Seis meses após seu falecimento, sua esposa Edy, pela forte ligação amorosa, também faleceu.
Itamar Melecchi trabalhou até os últimos dias de sua vida, dedicados à medicina e saúde, sendo solícito a qualquer cidadão, colocando-se acima de qualquer interesse pela saúde, deixou um legado de pacientes que lamentam sua partida. Ele e sua família fizeram muito pela comunidade.
Belinha resalta ainda que no período que trabalhou voluntária na área da saúde e seu trabalho era voltado para Porto Alegre. Lembra que teve o privilégio de conhecer este médico e saber que ele salvou muitas vidas de cidadãos osorienses. Médico dedicado, profissional e fazia de sua profissão um exemplo indiscutível dentro da medicina.
São profissionais como este, que sentimos muita falta quando partem e nos deixam um legado e histórico de ética e transparência dentro de nossos hospitais. Falar do Doutor Itamar é citar inúmeras qualidades que deixou como lembrança e sem dúvidas ficou na memória de todos os pacientes que passaram por ele.
Vereadora Belinha deixa aqui, o manifesto de respeito por este exemplo de cidadão e médico.

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