Vereador Valério sugere construção vertical ao invés de doação de terreno ao Ministério Público

Na última quinta-feira (7), uma reunião entre os vereadores de Osório e a promotora pública Cristiane Délla Méa Corrales foi realizada para discutir Projeto de Lei do Executivo, que prevê a doação de área para o Ministério Público (MP). O terreno, em área nobre da cidade, fica localizado ao lado do prédio do MP e seria destinado a ampliação e instalação Vara Regional de Educação. A doação seria de uma área de 766,92 m² e sendo localizado na Avenida Jorge Dariva.

O Projeto foi enviado, no início de 2019, mas não foi aprovado pelos vereadores. O presidente da bancada do MDB, vereador Ed Moraes, chegou a fazer a contra proposta de que ao invés de doar a área citada, a Prefeitura retirasse os pequenos comerciantes do terreno ao lado do MP, os transferindo para praça ao lado do Supermercado Dalpiaz, na Avenida Marechal Floriano. Não atendendo a essa sugestão, o Executivo enviou, mais uma vez o Projeto.

Solução eficaz

Por isso, os vereadores se reuniram e uma nova ideia surgiu e foi apresentada na reunião do dia 7. O vereador Valério dos Anjos, líder da bancada do PDT, propôs que a Prefeitura realocasse o Ministério Público, em prédio alugado ou em local do município e que ao invés de doado um terreno, o MP construísse um prédio vertical, contemplando mais de um andar, para atender as suas necessidades.

“Sabemos da importância do terreno, de alto valor monetário, e ainda, do crescimento do município, podemos então afirmar que no futuro, o local poderá ser utilizado para ampliação de área pela própria Prefeitura. Sendo assim, sugerimos uma forma, mais eficiente, de solucionar a questão, preservando o terreno e possibilitando ao MP ampliar a sua sede. O que seria o Município, por tempo determinado, realocar o Ministério Público”, afirmou Valério dos Anjos.

Ainda segundo o vereador, neste período, que seria estipulado pelo tempo de duração da obra, um novo prédio seria construído onde já está localizado o MP, mas com estrutura que permitisse a sua expansão vertical, o que hoje não acontece. Assim, a posse da área ficaria com o Município e o Ministério Público teria suas necessidades atendidas. Economizando espaço e valores, sendo que o preço estimado do terreno a ser doado, é consideravelmente maior do que o pagamento de aluguel, por período definido.