Tataio e o leão banguelo

Um circo está instalado na esquina das ruas Ildefonso Simões Lopes e João Sarmento. Isso lembra um fato ocorrido aqui em Osório no ano de 1972. Estudava na quinta série da Escola General Osório, o gordinho mais simpático e sorridente da cidade. Querido por todos e sempre com as bochechas avermelhadas e robustas ele se chama Luis Otávio Sarconi Debom, mais conhecido por Tataio. No início dos anos 70, a área urbana de Osório terminava na rua Costa Gama, o resto era mato e campo. A cidade tinha poucas áreas de terrenos grandes e baldios, e quando tinha, não havia energia elétrica.
Um dos raros locais daquela época era o enorme pátio do colégio General Osório. Ali se instalavam parque de diversões, circos e teatros mambembes. Era início de março quando um grande circo foi armado no pátio da escola por aqueles dias. Os alunos da escola todos empolgados. Tudo era curiosidade. O circo tinha um leão velho e desdentado, mas as crianças da época não sabiam e até tinham medo do leão. Na primeira noite de apresentação o circo estava lotado e o leão, no meio de sua apresentação, fugiu da jaula e foi em direção a plateia.
Todos correram para um lado e o Tataio sozinho correu para o outro lado. O Leão parou a caminho das arquibancadas e ora olhava para a massa que correu para o lado esquerdo e ora olhava para o Tataio que correu para o lado direito. O Bruninho Niederauer, o Lando Amaral e o Lauri Sholl amigos do Tataio, gritaram lá do meio: “Olha o gordinho, olha o gordinho”. Querendo avisar a segurança do circo para socorrê-lo. E o Tataio achando que estavam atiçando o leão contra ele logo gritou: “Pô pessoal, deixem o leão escolher poxa”.

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Tataio

 

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Pátio da escola General

 

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Leão fugindo da Jaula

 

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Circo armado