Secretaria de Estado da Cultura e IGTF prestam homenagem ao maestro Angelo Crivellaro

A Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore através do seu presidente Vinícius Brum, e do Secretário de Estado da Cultura, Victor Hugo, realiza solenidade de descerramento de placa – em homenagem ao Maestro Ângelo Crivellaro em reconhecimento ao trabalho do fundador do Liceu Musical Palestrina.
Crivellaro nasceu na cidade de Tombolo, ao norte da Itália. Chegou a Porto Alegre em 1927, quando iniciou suas atividades na Catedral Metropolitana, na qual permaneceu por cerca de 30 anos. Nesta mesma época, organizava a parte artística das tradicionais festas religiosas e populares de Porto Alegre: Madre de Deus (padroeira de Porto Alegre) e Nossa Senhora de Navegantes. Em 1938, foi fundador do Liceu Musical Palestrina, onde tinha várias escolas de músicas filiadas pelo interior do Rio Grande do Sul, empregando seus programas de aprendizado e métodos. A sua didática foi revolucionária para o ensino do acordeon. Em 1972 o Liceu foi reconhecido como escola de ensino superior pelo governo federal funcionado assim até 1989. Obteve três decretos de utilidade pública, formando, além dos cursos de Bacharelado em Música, milhares de professores de Educação Artística com Habilitação em Música em Porto Alegre e Estado. A Faculdade de Música Palestrina manteve também cursos de pós-graduação, nível especialização, em Arte-Educação, Folclore e História das Artes.
O acervo de aproximadamente três mil trabalhos monográficos de pesquisas realizadas pelos alunos durante os cursos de Pós-Graduação em Folclore da Faculdade de Música Palestrina, foi doado para a Biblioteca Glauco Saraiva da FIGTF.
Na solenidade estiveram presentes familiares, amigos e ex-professores. Os netos Benito Crivellaro, pianista, diretor da Crivellaro Escola de Música; e Ângela Crivellaro, diretora da Escola de Música Porto Alegre, agradeceram a homenagem em nome de todos da família. Aprofessora, pesquisadora e membro da Comissão Gaúcha do Folclore Paula Simon Ribeiro que, junto com o folclorista Otávio Capuano, transportara, na época em que o Palestrina encerrava suas atividades, em várias etapas em seus próprios carros os três mil volumes, sugeriu esta homenagem. Ideia que foi imediatamente acolhida por Vinícius Brum, pelo diretor técnico Ivo Ladislau e pelo presidente da CGF Ivo Benfatto.
Paralelamente, e por estar interligado, aconteceu o emocionante reencontro de Victor Hugo com sua primeira professora de música, no Liceu Palestrina, Dona Ecilda Crivellaro (nora de Ângelo e mãe de Benito e Ângela). Dado ao meu envolvimento, afetivo e profissional, tanto com a família Crivellaro quanto com o Secretário, esse reencontro já vinha sendo planejado há algum tempo por mim e por Victor, a partir do resgate de fotos em que – o hoje Secretário de Estado – ainda com cinco ou seis anos de idade, se apresentara no Theatro São Pedro e no Ginásio da Brigada Militar ao lado da sua professorinha de música. Como não poderia deixar de ser, Victor dividiu seu discurso em dois momentos: falando como o sensível homem e cantor que reencontra, emocionado, a sua primeira professora. Depois, como o Secretário que solenemente presta esse significante agradecimento em nome do Estado pela doação desse acervo de inestimável valor cultural para que seja preservado e perpetuado dentro da Biblioteca Glauco Saraiva do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore.
Outras duas boas notícias são as que todo o esse acervo está sendo digitalizado e em breve estará à disposição para pesquisa pela internet; e que a Comissão Gaúcha do Folclore em parceria com o IGTF está preparando o lançamento de um curso de Teoria Geral do Folclore já para março de 2016.

(Texto de Paulo de Campos com trechos e fotos de Roberta Amaral, Assessora de Imprensa da Secretaria de Estado da Cultura).

 

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