Sartori define secretariado em Novembro

A escolha da equipe que comandará o Estado, a partir de 1º de janeiro do ano que vem, só vai começar a ser discutida depois do dia 15 de novembro. A garantia foi dada pelo próprio novo governador eleito, José Ivo Sartori. No entanto, mesmo sendo proibida pelo candidato qualquer menção sobre secretariado, nos bastidores do PMDB e entre algumas lideranças dos 19 partidos coligados, o assunto já não é segredo.
É certo, por exemplo, que Carlos Burigo, uma das pessoas mais próximas de Sartori, estará no novo governo. Há possibilidade de ele ocupar a Secretaria da Fazenda ou a uma secretaria que una o Planejamento e a Gestão. Burigo foi homem forte das duas gestões do peemedebista à frente da Prefeitura de Caxias do Sul, quando comandou a Pasta de Gestão e Finanças da cidade e onde, há até pouco, ocupava o mesmo cargo na gestão do atual prefeito da cidade, Alceu Barbosa Velho (PDT).
De um lado, antigos peemedebistas, muitos deles integrantes da coordenação de campanha, como João Carlos Brum Torres, Ibsen Pinheiro, José Fogaça e Luis Roberto Ponte. De outro, uma equipe mais jovem, com nomes em ascensão, como o do deputado federal eleito Giovani Feltes. O meio termo seria uma mescla entre os mais experientes e jovens.
José Fogaça, que não se elegeu à Câmara Federal e ficou com a suplência, poderá ocupar a Casa Civil ou outro cargo próximo a Sartori. O nome do deputado federal Osmar Terra (PMDB) também aparece com chances de compor a nominata. Mas está descartada a sua indicação para a Pasta da Saúde, cargo que ocupou no governo Yeda Crusius (PSDB).
A composição do secretariado dependerá do ingresso de PDT e PTB no governo. E também dos espaços que serão concedidos a PSB, PSD, PPS, PP, PSDB, PRB e Solidariedade, entre outros.

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