Projeto “O Recanto dos Cantadores e Poetas”

Em março do ano passado eu apresentei ao Prefeito Eduardo Abrahão, aos Secretários de Cultura e Turismo e para o então Presidente da Câmara, Rossano Teixeira, um simples e viável projeto, inspirado no projeto “Passeio dos Poetas” idealizado pelo músico e compositor açoriano Luiz Gil Bettencourt e realizado com colaboração da Câmara Municipal da Praia da Vitória, cidade da Ilha Terceira/Açores – Portugal. “O Recanto dos Cantadores e Poetas” consiste num conjunto de painéis de azulejos referentes à literatura, poesia e à cantiga litorânea, afixados nas paredes externas de prédios públicos tais como a Biblioteca Pública, na borda e nos lados do palco do Largo dos Estudante Sônia Chemale, e também afixado em vários outros locais turísticos, tais como as lagoas, praças do centro e dos bairros e na estrada da Borússia, na cidade de Osório/RS. Cada painel constitui uma homenagem a um escritor ou a um cantador osoriense, litorâneo e ou radicado na região, ainda vivo ou já falecido, contendo o seu nome, a sua fisionomia, e um trecho do que foi por ele escrito, cantado ou verbalizado. Sendo os desenhos e a pintura dos azulejos também de autoria de artistas plásticos da cidade ou região. Argumentando que esta simples ação, de baixíssimo custo, seria de fundamental importância para incrementar o turismo e cultura osoriense. Em breve, minha proposta se tornará realidade! Feliz, coloquei-me a disposição para exercer, nesta primeira fase, a função de curador do Projeto. Ainda neste mês de dezembro, a Secretaria de Cultura estará realizando, na Sala Institucional da Lagoa do Marcelino, uma exposição intitulada “Memorial das Águas”, contando, através de imagens, a história da Navegação Lacustre ligada a Estação Férrea. Nesse local serão afixados os dois primeiros painéis com trechos de letras de músicas de compositores osorienses que versam sobre esse tema. Eis os versos escolhidos: “Lacustre, nosso porto ancorado em nossas vilas / Teus barcos partiram deixando saudades de vidas queridas.” Cais de Cilon Ramos; “Iam todos rindo e cantando a um comício em Maquiné / Não sentiam que o vento soprava e que a água puxava pra lá do aguapé.” O Naufrágio do Bento Gonçalves de Douglas dos Anjos e Rafael Fofonka.

 

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