Olimpíadas X solidariedade

Durante esta semana a chama olímpica iluminará o nosso Pampa de norte a sul, depois de ter percorrido o Planeta desde a Grécia, berço das olimpíadas.
A tradição olímpica remonta a 2500 anos, antes de Cristo, e tem sua origem no monte olímpico grego, em Atenas. A cultura do mundo, especialmente a cultura ocidental deve muito a antiguidade grega. O legado deixado por esta civilização ainda ecoa com profunda influência em todo mundo. Essa forte influência transformou-se hoje, no maior evento do planeta e, único capaz de reunir delegações de mais de 200 países em uma mesma cidade, nem mesmo a ONU consegue reunir tantas nações.
No decorrer da história este evento sofreu tropeços provocados por inúmeras guerras internas e mundiais.
Diz a mitologia grega que os jogos nasceram pelas mãos de Hércules para homenagear seu pai Zeus tendo plantado oliveiras de cujas folhas criou a coroa para ser usada por quem triunfasse nas competições.
A tradição olímpica mesmo enfrentando duros golpes, foi fiel ao seu espírito olímpico, durante toda a era antiga. Mas seu sonho permanecia na vida e no espírito olímpico dos povos.
Deve-se a um francês, Pierre de Fredy (Barão de Couberth) em meados do século XVIII a retomada definitiva das olimpíadas com a Conferência de Genebra, que criou o Comitê Olímpico, cuja sede é na Suíça realizando a primeira olimpíada da era moderna.
Deve-se a Pierre de Fredy a frase que se tornou famosa mundialmente: “O importante não é vencer, mas competir e, com dignidade.” -Pierre de Fredy morreu em 1937 em Genebra, mas seu coração repousa em Atenas, num monumento erguido em sua homenagem, localizado nas proximidades das ruínas do Templo de Olímpia.
As olimpíadas de 2016, no Brasil, o maior evento do planeta, deve-se a Lula tendo que enfrentar vários países concorrentes e coube a Dilma a assinatura da carta oficial desta Olimpíada.
Somos um país multicultural irmanado a todos os povos do mundo, razão porque essas olimpíadas significam a fraternidade dos povos num mesmo país, Brasil.
Que esta olimpíada saiba dar um testemunho vivo para a humanidade frente a tanto ódio e violência no mundo e em nosso país.
Meditemos o que São Francisco nos diz no seu poema Oração pela Paz:
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais compreender que ser compreendido, amar que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado…