O Encontro com Jesus

Concluindo o mês missionário e celebrando o Dia Nacional da Juventude nos perguntamos: qual é a melhor forma de evangelizar, hoje? Por onde começar?
O evangelho deste Domingo nos aponta para o encontro pessoal com Jesus.
Zaqueu, chefe de cobradores de impostos, muito rico, alimenta a curiosidade de conhecer Jesus, tanto que sobe numa árvore para poder vê-lo. Qual não é sua surpresa ao ser notado por Jesus que se convida a estar em sua casa.
Enquanto todos murmuravam que Jesus foi se hospedar na casa de um pecador, Zaqueu confessou: “Dou metade dos meus bens aos pobres e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. Não é isso bonito? Percebemos o resultado do encontro com Jesus? Se lermos com atenção o Evangelho, encontramos muitos fatos como este, onde as pessoas encontrando Jesus, encontraram a alegria de viver.
Por isso o papa Francisco abre sua exortação apostólica Evangelii Gaudium afirmando: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quando se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria”.
Mas onde e como encontrá-lo?
O caso Zaqueu, aponta para alguns passos: o desejo de conhecê-lo; tomar a iniciativa: “subir na árvore”; aproveitar as oportunidades: Ele continua passando pelos caminhos.
Em que consiste esse descer da árvore, hoje?
Não será o descer da árvore do orgulho, da arrogância de quem acha que não se precisa de Deus e dos outros? Ou o perigo da autossuficiência, de quem acha que pode ser feliz sem espiritualidade?
O papa Francisco dá a sua resposta: “O grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se houve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha de uma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado”.
Vale a pena pensar e tomar decisões!