Neuropsiquiatria – o que é?

Dr. Sander Fridman – Doutor em Psiquiatria pela UFRJ
Colunista do Jornal Bons Ventos

Como psiquiatra, participei de cursos e treinamentos em Neuropsicologia, Bateria Neuropsicológica de Halstead-Reitan, Hipnose Clássica e Moderna, Medicina e Psiquiatria Ortomolecular, Sexologia, além de psicoterapias breves Analíticas e Cognitivistas – todos relevantes para a prática neuropsiquiátrica e psiquiátrico-hospitalar. Por 8 anos acompanhei um grande serviço de neurologia e neurocirurgia, atendendo pacientes com problemas, ao mesmo tempo, psiquiátricos, neurológicos, neurocirúrgicos, e/ou médicos gerais. Ensinei sobre isso alunos de psicologia e residentes de neurologia e neurocirurgia.

O CFM não reconhece; os franceses e simpatizantes, a equivalem à psiquiatria. Nos EUA, a Neuropsiquiatria nasceu em livros-textos e associações profissionais, interessada na psiquiatria geral, mas, principalmente, nos usos da Psicometria, Neuropsicologia, Neurociências, nas doenças e desequilíbrios físicos que afetam o cérebro e produzem sintomas semelhantes, e nas habilidades e critérios para o diagnóstico e tratamento destes sofrimentos. Incluem-se, por demanda, os sintomas que parecem ter causa neurológica e/ou física, mas são na verdade de causa emocional. Aproxima-se e se confunde com a Psiquiatria Orgânica, Biológica, de Ligação (interconsulta, ou hospitalar), integrativa, cada qual com suas ênfases, particularidades e cardápio próprio de explicações, intervenções e eficácia.