Não sabe brincar, não desce para o play

Lula enciumado com o sucesso nas redes sociais de Dilma com suas gafes nos discursos, apelou, chutou o balde. Não soube brincar. Ao usar a tática do ataque como melhor defesa, quis diminuir o Ministério Público com a pérola de que “Os políticos são mais honestos do que os concursados porque têm que pedir votos todos anos. “Chego a imaginar o advogado de Lula procurando uma Gillete sem fio pra cortar os pulsos lentamente e com muita dor. Lula não aprendeu com o Big Brother que quando se está no paredão não adianta se preocupar com os supostos adversários, no final é a opinião pública que pode te salvar, ou não.
E a opinião pública está saturada dessa desfaçatez e “papo furado” da classe política. Honesto por pedir votos todos anos? Está de sacanagem né companheiro? Politicos não pedem votos. Compram ou trocam. E quando convencem através de argumentos, estes são muitas vezes fantasiosos, irreais e até mentirosos. Sei que corri o risco de ser injusto ao generalizar. Toda a generalização é burra. Mas quis mesmo provocar.
Que foi no mínimo estranha a ação pirotécnica do Ministério Público de fazer uma coletiva para apresentação do caso foi mesmo. Mas aqui a questão não é essa. Há um jogo em andamento, isso é nítido, e se quiser ter alguma chance de êxito, o advogado do Lula tem que proibi-lo de se pronunciar. Em seu pronunciamento o ex-presidente praticamente admitiu que as propinas fazem parte da política (e fazem mesmo, desde sempre), quando disse que os procuradores são analfabetos políticos por não saberem como funciona a política e como é governar com minoria.
Hoje todos sabem que não é apenas com distribuição de cargos que se consegue apoio para um governo de coalisão, é também com mesada, com mensalão. Que a corrupção não é invenção do Lula e do PT todos sabemos, mas querer ser absolvido por isso é sacanagem.
Tipo: cometo um homicídio e quero ser absolvido pois esses crimes são praticados há anos e muitos não são presos. Lula em momento “fezes no ventilador” se atirou do precipício.