Moenda: Um evento com belos espetáculos e alta qualidade musical

Foi um final de semana para não mais ser esquecido pelos participantes e público da Moenda. Além dos emocionantes shows, dentre eles o de Elba Ramalho, que encantou a todos, o ecológico “Aguas da Moenda” – que teve a participação de Zebeto Corrêa, Chão de Areia e Fernando Corona – e o “Tributo a Carlos Catuípe” com os Cantadores do Litoral e seus convidados Renato Júnior, Victor Hugo e Cléa Gomes, o nível de todas as músicas (com uma ou duas exceções) foi muito forte. A alegria e a emoção tiveram, em várias vezes, momentos de grande intensidade.
Na 28ª Moenda da Canção o grande vencedor foi mais uma vez o carioca Zé Alexandre, agora em parceria com o porto alegrense Jaime Vaz Brasil que escreveu “Amorável”. O segundo lugar foi para Mauro Moraes que, depois de alguns anos, volta à Moenda para apresentar a música “Cancha”, considerada também a melhor música na opinião do público, dando ainda o prêmio de Melhor Intérprete a Ita Cunha. Em terceiro lugar ficou “Contramão” do carismático e competente mineiro de Contagem, o violeiro Bilora. O Melhor Instrumentista foi Bruno Esperon na música “Das coisas que eu acredito” de Rômulo Chaves e Maykell Paiva que teve também o Melhor Arranjo; a Melhor Letra, “Farejando Desgraça” de Lanes Cardeal; e o Melhor Visual de Palco foi para a Tribo Brasil com “Rincão Gaia” de Tiago Suman, Guilherme Suman e Kako Xavier.
A vencedora da 4ª Moenda Instrumental foi a música “Luminoso” de Elias Barbosa da Silva.
O júri, formado por Greice Morelli, Carlos Madruga, Mário Tressoldi, Martin César e Ronald Augusto, teve também a incumbência de indicar o grande destaque do festival para receber o “Troféu Origens”, outorgado pela RBSTV, através do Programa Galpão Crioulo que homenageia os grandes nomes dos principais festivais do Rio Grande do Sul. A indicação foi para a cantora Cléa Gomes, pelo conjunto da obra junto a seu marido Carlos Catuípe, que nos deixou no início deste ano.

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