Através dos desfiles cívicos, no dia 7 de setembro, os cidadãos comemoram a independência do Brasil. Indiscutivelmente, é uma homenagem que merece a atenção de todos pela sua beleza, importância dos temas que vão para as avenidas brasileiras, e, principalmente, o exercício da cidadania quando, oportunamente, as pessoas externam o sentimento de amor pela nação em quem vivem. Anos atrás, esta demonstração de civilidade era privilégio apenas dos militares e alunos das escolas mais tradicionais, onde a disciplina Educação Moral e Cívica fazia parte do currículo. O fato é que hoje a disciplina deixou de ser praticada nas escolas. Mas, por outro lado, os brasileiros, principalmente os mais jovens, embalados pela emoção de copa do mundo, passaram a tomar como exemplo os Estados Unidos que utilizam os símbolos nacionais no dia-a-dia, estampados em camisetas, bolsas, bonés, entre outros.
Na verdade, o país, nesta data comemorativa desperta para a reflexão. Muitos, ainda adormecidos, realizam e assistem aos desfiles como mais um evento no calendário escolar e feriados nacionais. Alguns cidadãos são levados aos questionamentos do quanto os brasileiros são verdadeiramente patriotas, dos valores que são cultuados e do compromisso estabelecidos entre a nação e a população. Os dois se misturam, mas o papel de cada um é relevante para a dignidade de uma sociedade que anseia pelos princípios de moral, civilidade e ética.
Se de um lado existe um país rico em belezas naturais, com um solo fértil para, basicamente, todas as culturas, um manancial de águas invejável, com uma grande diversidade de fauna e flora, de outro, há uma lacuna entre esta riqueza e a pobreza de milhões de brasileiros que ainda são analfabetos, vivem na mais profunda miserabilidade, uns levados ao infortúnio da própria sorte, outros pela falta de infraestrutura econômica e social. Porém, mesmo com todos estes tropeços, o brasileiro ainda é um herói. Passa por altos e baixos da economia, dribla o desemprego, as pandemias e segue adiante, com a coragem de um verdadeiro mártir. Este é o Brasil que se vive. Um país que muitas vezes, ri de seu próprio destino. Mas, o sentimento de amor à pátria será sempre vivo, pois mesmo com todos os obstáculos, os cidadãos que erguem este país são movidos pela coragem e obstinação de cumprir seu papel de trabalhador e cidadão do bem, incondicionalmente.
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