O Natal é uma das datas mais esperadas pelos comerciantes. Talvez a mais movimentada de todas do ano. E, o Natal, envolve a todos, sem exceções. Uma data religiosa, mas ao mesmo tempo comercial. O presente já é tradição entre familiares, amigos e colegas. O amigo secreto, como uma opção que contempla a todos - dar e receber, de forma simplificada e econômica. Seja pelo amigo secreto ou não, o comércio tem um movimento significativo. A troca de presentes é milenar e como símbolo do Natal uma forma de comemorar o aniversário de todos ao mesmo tempo. As festas do nascimento do Menino Jesus, independente de crenças, emocionam as pessoas, cujo momento, elas ficam mais solidárias. Instituições se organizam para doações destinadas às crianças carentes. Todas estas iniciativas são válidas perante a necessidade de muitos que não participam deste mundo do lúdico, que não contam nem mesmo com o alimento básico de cada dia. Há crianças em situação de abandono, escravidão, reféns de pais irresponsáveis, da violência, da agressão física, da exploração sexual, enfim, crianças vítimas de um sistema capitalista onde a condição social é fator determinante ao direito de uma vida digna, com qualidade, educação, moradia, alimentação, saúde, segurança e lazer. Mas, há pessoas com espírito de solidariedade. Grupos que se reúnem para levar um pouco de conforto àqueles incapacitados à aquisição, mas ainda com o direito de sonhar. Às crianças, mesmo enfrentando as imposições da miserabilidade, da exclusão social e a fome do dia-a-dia, acalentam o sonho do brinquedo, mesmo que seja usado. Nesta hora, aflora nelas a capacidade de transformar a dura realidade em um momento mágico, colorido e cheio de esperança nos olhos de quem brinca. É gratificante a todos – aos que recebem e aos que doam. Uma via de duas mãos que poderia se estender durante todo o ano.