Estas são as pendências gaúchas no Banco Mundial Assim que superar a fase mais urgente das manifestações do lado mais negro do Eixo do Mal, no caso o pedido de impeachment, nesta terça-feira, a governadora Yeda Crusius procurará atacar os quatro pontos da reforma do Estado que foram objeto da prometida contrapartida ao empréstimo de US$ 1,2 bilhão tomado junto ao Banco Mundial (a contrapartida é condição sine qua non para a liberação da segunda tranche de US$ 650 milhões): 1) Implementação das Oscips, programa que vai bem sob o comando do secretário Fernando Shuller. 2) Ajuste fiscal, abalado pela queda da receita, programa em execução na secretaria da Fazenda. 3) Implementação do Sistema de Previdência Complementar (na Assembléia) e do Gestor Único da Previdência (já aprovado pela Assembléia), este ainda dependente da adesão do Judiciário e da Assembléia. 4) Novos Planos de Carreira, com ênfase para o Plano de Carreira do Magistério. Os dois primeiros pontos e a comprovação de avanços nos outros dois pontos, já permitiriam um weaver (perdão) do Banco Mundial, o que permitiria a liberação do dinheiro restante (US$ 650 milhões). O governo precisa muito dele, porque o valor permitirá abater parte da dívida com a União, trocando prazos e principalmente juros (0,35% no caso do Bird e 10% ao ano no caso do governo Lula), o que produzirá uma economia de R$ 150 milhões apenas no primeiro ano. A atual missão que chegou no final de semana nos EUA, desmarcou a agenda que tinha com o Banco Mundial, porque ela dependia da presença física de Yeda. Yeda cancelou a viagem na última hora, temendo um golpe de mão no seu governo.