Campanha de Dilma
A oposição nem sequer ameaça processo por abuso de poder e uso da máquina pública, tampouco o Ministério Público Eleitoral se manifesta sobre a utilização do avião presidencial na campanha de Dilma Rousseff (PT).
O uso abusivo do avião na campanha é caracterizado pelo transporte, para comícios como o de sexta (16), no Rio, do maior cabo eleitoral e principal instrumento da propaganda da candidata.
Quando foi ao comício de sexta, no Rio, Lula nem se preocupou em inventar evento oficial. A agenda previa só "19h - Compromisso privado".
Além do uso do avião de viaturas, a visita presidencial envolve uma centena de pessoas (e diárias), entre assessores, seguranças etc.
Vice de Serra liga o PT a guerrilha
Candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB), o deputado Indio da Costa (DEM-RJ) radicalizou o embate com o PT e acusou o partido de ligação com o narcotráfico e guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Ele fez os ataques em entrevista a usuários do portal "Mobiliza PSDB", que integra o aparato da campanha tucana na internet.
"Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", afirmou Indio, que começou o bate-papo pedindo perguntas "picantes" aos internautas.
O vice também mirou na adversária Dilma Rousseff (PT). Disse que, se eleita, ela pode dar um "chute no Lula" para governar com petistas acusados de envolvimento no escândalo do mensalão.
A matéria acima é da Folha de S.Paulo.
Receita descobre violador
Apareceu alguém de bom senso na Receita Federal, depois que o chefão da instituição, Antonio Cartaxo, declarou no Senado que já sabia quem tinha violado o sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. É que o corregedor-geral da Receita, Antônio Carlos Carvalho, informou ao jornal Folha de S. Paulo que não precisará do prazo máximo de 120 dias para identificar e punir o bandido.
O Estadão deste sábado descobriu que o violador é um analista fiscal lotado na Receita Federal de São Paulo.
O caso é crime grave e já causa apreensão entre todos os contribuintes, porque ninguém mais sabe se seu sigilo fiscal irá ou não parar nas mãos de inimigos, concorrentes ou adversários.
Ulbra e ProUni
É surpreendente a confissão do ex-reitor Ruben Becker sobre a adesão da Ulbra ao ProUni.
Ele fez a promessa de adesão ao então ministro Tarso Genro.
O caso do ProUni x Ulbra é um dos escândalos que a Justiça Federal de Canoas examina no âmbito do processo decorrente da chamada Operação Kollektor.
O editor leu o material neste final de semana e saiu surpreso da telinha do computador.