Eu sou eu

Tem um ditado popular que diz: “Não me arrependo de nada que fiz só me arrependo do que não fiz”. Eu não concordo! Primeiro porque acho uma hipocrisia ou petulância a pessoa achar que fez, faz sempre tudo certo. Até porque o certo é muito duvidoso. E segundo porque sempre fiz tudo que quis, mas muitas vezes carregadinho de erros, perseguidos por punhadinhos de arrependimentos. Mas graças a Deus eu já me perdoei, e continuo me perdoando… Tomara que me perdoem também!
Não se arrepender de nada? Pode parar! Ou é um psicopata, toda doença é perdoável, ou é um narcisista enrustido… Eu na minha vã ignorância no assunto, não sei se é doença, ou semvergonhice mesmo… Eu sigo o meu coração não importa para onde ele vá… Sou ansiosa, exagerada, impulsiva… Não tem jeito, impossível não errar! Mas Possibile de pedir perdão, para quem tem humildade! E cá entre nós, há muito “ismo” por aí… Que vai do materialismo, exibicionismo, consumismo até cinismo… Horror dos horrores!
Quando paro para pensar, impossível para mim, amante de bons filmes não comparar a vida a um conjunto de todos eles juntos misturados… Aventura, drama, comédia, romântico… E, em todos eles há erros, arrependimentos, e não temos um controle remoto mágico como no filme Click. Descobrimos que muitas vezes nos enganamos, falhamos, e por aí vai. Ás vezes somos os personagens principais, às vezes meros figurantes, bonzinhos, vilãos, ou que é pior o certinho, o “chatinho”. Do fundo do meu coração, de todos os filmes que já vivi cultivo as boas lembranças, não as mágoas, as tentativas, não o fracasso, e sei que sou do bem, e às vezes bem ruinzinha comigo… Sou mais imprevisível que a previsão do tempo.
Escrevo para lavar a alma, para dizer o que penso… Lê quem gosta de ler, lê quem gosta do que escrevo, e eu vou adorar; e eu não estou aqui para agradar muito menos desagradar ninguém, mas tenho minhas verdades, e não abro mão delas, cada um tem as suas. Já devia ter tatuado em mim… “Cuidado! Frágil! Mas valente”! Minha valentia se identifica com minhas maiores paixões da natureza meio selvagem: Cavalo, cachorro grande, e um mar bem revolto. Às vezes caio do cavalo, sou atacada por um cachorro raivoso, e vez por outra me afogo nesse mar que tanto amo, mas por vezes traidor.
Vale à pena o risco! Como muitas vezes domo o cavalo como um ginete daqueles, adestro um cachorro grande, e enfrento a fúria do mar na maior tranquilidade. Às vezes domino, ás vezes sou dominada. Mas tudo bem, quem sabe não é só mais um filme, mais um sonho… Vale a pena o risco de “viver.” No meu epitáfio podem colocar: “Aqui jaz em paz uma doida feliz”.