Estudantes de Osório representam o RS nos EUA

Os estudantes Maria Eduarda Santos de Almeida e João Vitor Kingeski Ferri, do 4° ano do curso Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio do Campus Osório, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), representam o nosso Estado na I-SWEEEP, maior feira mundial de sustentabilidade voltada para questões relacionadas à energia, engenharia e meio ambiente, que acontecerá em Houston, Estado do Texas, nos Estados Unidos, de 26 de abril a 1º de maio de 2016. E de 8 a 13 de maio estarão em Phoenix, Estado do Arizona, na Intel Isef – evento de ciência e engenharia pré-universitária – com mais cinco trabalhos gaúchos (quatro de Novo Hamburgo e um de Esteio).
A pesquisa ‘Palmeira Juçara: aproveitamento integral do fruto como alternativa de preservação ambiental e promoção de impactos econômicos e sociais positivos’ já obteve diversos reconhecimentos e prêmios em eventos científicos do país, entre os quais destacam-se os recebidos em março deste ano na 14° Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Lá conquistou o primeiro lugar na área de ‘Ciências Exatas e da Terra’, o prêmio ‘Destaque nas Unidades da Federação’, que o definiu como o melhor projeto do Estado do Rio Grande do Sul frente a 35 trabalhos presentes na feira, a ‘Menção Honrosa de Ciência e Tecnologia’ da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), duas bolsas do CNPq e o ‘Prêmio Intel Isef’, que garantiu o credenciamento, as passagens e a hospedagem para a feira.
“Será uma honra e um grande orgulho representar o IFRS e o Campus Osório pelo segundo ano consecutivo na Intel Isef, feira que reúne cerca de 1,6 mil estudantes de 70 nações do mundo, e que tem como avaliadores especialistas internacionais, entre os quais prêmios Nobel” – destaca Flávia Twardowski, docente orientadora do projeto, que no ano passado esteve na feira com estudante Alessandro Hippler Roque apresentando o projeto ‘Reaproveitamento de subprodutos agroindustriais no desenvolvimento de produto enriquecido com fibras para celíacos’.

Sobre a pesquisa

O projeto transforma os resíduos do fruto da palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius), colaborando para a preservação ambiental e gerando impactos econômicos e sociais positivos para as famílias que moram junto à área de Mata Atlântica, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, e atuam na extração do fruto conhecido como ‘açaí da Mata Atlântica’ como alternativa de renda frente a proibição do corte do palmito por conta da ameaça de extinção da espécie.
“A grande quantidade de resíduo resultante do beneficiamento (81% do fruto) e, consequente acúmulo de lixo orgânico, provoca inúmeros impactos ambientais, entre os quais a contaminação do solo e da água e a emissão de gases de efeito estufa. A pesquisa, ao propor o aproveitamento integral do fruto, sugere que da casca seja feita uma farinha para complementação em produtos de panificação, e do caroço, que correspondente a 95% do resíduo, carvão ativado para aplicação na filtragem da água de poço da população da zona rural da região, que não conta com serviços de tratamento de água e esgoto” – explica a jovem cientista Maria Eduarda.
A farinha resultante da casca é rica em fibras e com alto teor de proteínas. O carvão ativado desenvolvido apresentou excelente desempenho, reduzindo a turbidez e a concentração de ferro e manganês – substâncias que, quando ingeridas, causam doenças nos rins, fígado e coração. Além disso, é 85% mais barato do que produtos similares encontrados no mercado para a filtragem da água.

 

Foto: Divulgação

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