Estudante desenvolve fluido ecológico e barato que inibe germinação do pinus para preservar plantas nativas e culturas agrícolas

O projeto de pesquisa tem como título “BioPatriam: Preservação da biodiversidade através de planta nativa brasileira”. Foi desenvolvido pela estudante do IFRS Maria Eduarda Santos de Almeida, sob a coordenação da professora Flávia Twardowski.

O pinheiro Pinus elliottii tem sua madeira e resina muito utilizadas na indústria, mas é uma espécie invasora na biodiversidade gaúcha. Entre suas características está a fácil dispersão das sementes e a boa adaptação, e dessa forma acaba por competir com as espécies nativas e interferir na fertilidade do solo. Além disso, com as chuvas, escorrem substâncias do pinus que prejudicam o crescimento tanto de plantas nativas quanto de culturas agrícolas.

Buscando minimizar esse problema, um projeto do Campus Osório do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) pesquisou e produziu um extrato aquoso utilizando folhas da planta nativa Aroeira para inibir a germinação das sementes do Pinus elliottii. O projeto teve início no ano de 2016, e os testes de aplicação do extrato, realizados na Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) de Maquiné-RS, apresentaram excelentes resultados na inibição da germinação do pinus. Outros testes realizados foram de seletividade, com as culturas mais plantadas na região do Litoral Norte do Estado, e os resultados mostraram que o extrato inibe apenas o pinus.

Com o custo de R$ 1,80 por litro, o produto apresenta-se como uma solução inovadora e sustentável para controlar a dispersão de Pinus elliottii, como também uma alternativa de substituição barata dos métodos de controle atualmente aplicados. 

O projeto de pesquisa tem como título “BioPatriam: Preservação da biodiversidade através de planta nativa brasileira”. Foi desenvolvido pela então estudante do IFRS Maria Eduarda Santos de Almeida, sob a coordenação da professora Flávia Twardowski. Conforme a professora Flávia, estão em planejamento ações para realizar a extensão tecnológica, permitindo que o conhecimento chegue a produtores rurais e demais interessados.

 Com o trabalho, Maria Eduarda conquistou o prêmio de Jovem Cientista da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul no ano de 2017, recebeu o 4º lugar na categoria Ciências das Plantas na Intel International Science and Engineering Fair (Intel ISEF) de 2017 e foi premiado também na Mostratec 201