Empreendedorismo feminino no Caraá


Lidiane Reis

Lidiane Reis conta como se tornou empreendedora no interior do Caraá

Todo o empreendedor tem o poder de mudar qualquer situação e esse poder já é seu quando se chama força de vontade. Lidiane Reis, natural do Caraá, mostra que tomar a decisão de montar um negócio próprio pode vir muitas vezes pela necessidade de complementar a renda, mas um dos grandes motivos de permanecer empreendendo é poder realizar um sonho e trabalhar com o que mais ama. “Quero mostrar para as pessoas que o meu município tem potencial de desenvolvimento. Sei que muitas pessoas saíram daqui, mas eu transformei a adversidade em oportunidade”, destaca Lidiane. Mais do que como o simples ato de empreender, é importante entender o empreendedorismo feminino como um importante instrumento de transformação social e comunitária. 

Lidiane trabalhou cerca de 10 anos em uma fábrica no Caraá. Após sair do emprego e com uma filha pequena, recebeu a proposta de trabalhar com a venda de colchões. “No início foi difícil, pois foi um processo muito lento. Na época não tinha muito conhecimento e aos poucos fui pesquisando e conquistando novos clientes. Realizei uma parceria com meus amigos e tive a oportunidade de mostrar o meu produto para as pessoas”, destaca. Atualmente, ela trabalha com vendas diretas para a empresa Vida Leve, empresa de colchões ergonômicos para a prevenção e tratamento de problemas de coluna. Com 20 anos de experiência e oito anos de indústria própria, a Vida Leve tem se consolidado cada vez mais no mercado, com produtos certificados pela SOGAB (Núcleo de Reabilitação Traumatológica e Ortopédica e INMETRO, órgão brasileiro responsável pelo estabelecimento de programas de avaliação da conformidade. “Conquistei novos amigos com as indicações e acompanhamento pós-vendas. Isso gera muita credibilidade no meu trabalho”, conta. Hoje, a empresária também participa todos os sábados do programa Tony da Viola da Rádio Itapuí com informações sobre os seus produtos. Quando perguntada qual foi a melhor parte da sua história: “Ainda está por vir”, conclui.