Educar. Educação. Cidadania.

Sabemos todos, que o ato de educar é fundamental como base da educação, da pessoa coerente, ética, politizada e sujeito da sua própria história, construindo a história do seu país e do mundo, como cidadã.
Por quê tudo isto é tão difícil de se concretizar na prática, desde a família, a escola, no meio onde se vive?
Constatamos que o jovem atual está distante destes valores no seu dia a dia. Porquê é tão difícil conquista-lo? Porque a sociedade prefere o jovem na cadeia? Porquê não na escola?
Paulo Freire, o maior educador de todos os tempos, nos ensina que o educador precisa permanentemente rever seus posicionamentos sobre o quê ensinar? o que estamos aprendendo aoensinar?
Edgar Morin, antropólogo, sociólogo e filósofo francês diz que o professor tem uma missão social e que é preciso educar os educadores, e faz críticas aos nossos modelos de ensino. (Este importante pensador vai estar no Brasil, no Encontro Internacional de Educação, nos dias 5 e 6 de setembro próximo).
Com frequência me faço perguntas do por quê nossos professores na sua maioria, deixaram de lado a Pedagogia de Paulo Freire. E o que é muito triste, nas manifestações de rua das nossas cidades, ler nas faixas os dizeres: “Fora Paulo Freire”. Queremos a ditadura! Por quê? Porque temos que afirmar Paulo Freire sim.
Ele nos ensina o exercício de pensar o tempo, de pensar o conhecimento enquanto se conhece, de pensar o por quê das coisas e para quê, como e em favor de quê, de quem, contra quem, são exigências fundamentais de uma prática democrática a altura dos desafios do nosso tempo (Livro Pedagogia da Indignação).
É preciso, é urgente que as nossas escolas digam SIM a prática da Pedagogia de Freire.
O importante intelectual francês Roger Garandy, no seu livro Dialogo das Civilizações destaca Paulo Freire como o Educador do Século.
Não há amanhã sem projeto, sem sonho, sem utopia, sem esperança, sem criatividade e possibilidades que nos ajudem na prática do ensinar. Sejamos criativos! Criemos o novo sempre.