Dia Internacional da Mulher

Mulher! Tu és a sinfonia da esperança com a força triunfante da coragem. Mulher! O mundo ainda não te reconhece como sujeito de direitos iguais, na grandiosidade da tua missão. Mulher! trazes contigo a semente da vida na sublimidade de Maria de Nazaré.
Mulher! Toda a humanidade já conhece tua luta nascida naquele trágico 8 de março…
Em 8 de março de 1857, 129 mulheres, heroínas da luta pela igualdade salarial e redução da desumana jornada de trabalho de 16 horas, ao resistirem à repressão ao seu justo movimento, foram queimadas vivas, na fábrica Cotton, na cidade de Nova Iorque. Para sempre lembra-las, a Organização das Nações Unidas (ONU) institucionalizou o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.
O ponto referencial da caminhada das mulheres para melhorar sua condição foi a Conferência Mundial de 1985, quando se completou a década de atividades da ONU em favor da mulher, por igualdade, desenvolvimento e paz.
A nossa Carta Constitucional estabelece que “Todos são iguais perante a lei, sem a distinção de qualquer natureza” (Art. 5º); e que “Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações” (Art. 5º, I).
A pergunta que se faz é como alcançar e concretizar o princípio maior de que todos são iguais, que vem desde a Constituição do Império de 1824, reiterado sempre nas demais Cartas Políticas; se o princípio é mais formal do que real, mais nominal do que vivido para a grande maioria do povo brasileiro, tornando-se distante no que se refere principalmente, às mulheres.
É uma luta globalizada para que todos tenham vida, digna e plena, mas também é uma luta específica para conquista dos seus direitos, a fim de que, através deles, possam ter condições de plena cidadania e lutar pela cidadania de todos os brasileiros.
Mulher! Tu és ontem, hoje, sempre.