O uso da tecnologia na infância

Pedagoga Vera Barcelos fala sobre a importância do equilíbrio do uso de tablets e celulares para as crianças

Em um mundo cada vez mais marcado pela tecnologia, é fácil encontrar crianças e até bebês vendo desenhos ou jogando nos smartphones e tablets. Mas será que essa inserção tão precoce no mundo da tecnologia é benéfica para os pequenos?

A psicopedagoga Vera Barcelos, que atende em Osório e Santo Antônio orienta sobre o equilíbrio da quantidade e qualidade de horas que as crianças acessam as telas. De acordo com a especialista, as ferramentas tecnológicas fazem parte da nossa vida. Hoje não temos mais como nos desvincular delas. Porém, o uso deve ser de forma orientada para não prejudicar o desenvolvimento da criança. “Com a superexposição eles ficam muito dispersos, pois é muito estímulo visual”. Os jogos são rápidos e coloridos na tela, causando agitação. Com o uso em excesso, a criança deixa de manusear os brinquedos, de experimentar todas as funções dos sentidos como brincar com as mãozinhas, descobrir os sons, sentir os cheiros e os gostos. O ideal também é evitar este acesso durante as refeições, pois “é importante o convívio social da criança com a família”, destaca. Outros sintomas comuns seriam problemas de obesidade, porque a criança passa a fazer menos atividade física. A qualidade do sono também preocupa, pois ao usar as tecnologias antes de dormir, acabam inibindo a produção de melatonina prejudicando assim o sono da criança. Além disso, problemas de audição e visão têm sido muito comuns nos consultórios médicos ocasionados pelo uso excessivos dos tablets e smartphones.

Embora pareça difícil encontrar um ponto de equilíbrio entre o estilo de vida atual, cada vez mais marcado pelo uso de novas tecnologias, Vera orienta o estabelecimento de regras bem definidas. “Manter o diálogo e investir em atividades familiares em conjunto é outra forma de ajudar os pequenos a não se tornarem dependentes da tecnologia. Temos que saber dosar. Tudo na vida da criança tem que ter regras estabelecidas e limites claros”, conta Vera.

Idade

 

De acordo com entidades, o ideal é que apenas depois dos 2 anos de idade as crianças comecem a ter contato com esses aparelhos e por tempo limitado. Até os 5 anos, as crianças só deveriam ficar no máximo 1 hora diante das telas. O tempo aumenta para 2 horas para crianças de 6 a 12 anos e para 3 horas a partir dos 13 anos.

 

 

Serviços

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Aprendizagem Lenta

Déficit de atenção

Distúrbio de leitura

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Dificuldade na leitura

Dificuldade na escrita

Dificuldade na matemática

Hiperatividade

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