1ª caminhada contra a homofobia

Osório deu, no último sábado (04), um grande passo. Sendo este, o que levou os osorienses a refletirem sobre um assunto que, diversas vezes, passa despercebido. É uma grande evolução para a cidade ter uma comissão que luta pelos direitos daqueles que, perante aos outros, não tem “voz”. A homofobia é considerada uma forma de intolerância, assim como o racismo. Ela pode ter causas tanto culturais como religiosas, causando ódio, preconceito e repugnância contra aqueles que pertencem a comunidade LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Transgêneros, Travestis e Intersexuais). Muitas vezes, o homofóbico reage através de calúnias, insultos verbais, antipatia, e até mesmo ironia, pois sendo assim, fica mais difícil provar que houve realmente um ato de homofobia.
Embora a Constituição Federal Brasileira não cite a homofobia diretamente como um crime, define como “objetivo fundamental da República” (art. 3º, IV) o de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação”. É essencial que as pessoas tenham consciência de que a homofobia é também uma forma de discriminação e que pode ser considerada crime de ódio, sendo assim passível de punição.
No Brasil, desde maio de 2011, a união estável entre duas pessoas do mesmo sexo foi reconhecida legalmente pelo Supremo Tribunal Federal. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça – CNJ aprovou e regulamentou o casamento civil gay no país. Isso fez com que, atualmente, casais homossexuais possuíssem os mesmos direitos e deveres que um casal heterossexual, podendo se casar em qualquer cartório brasileiro, mudar o sobrenome e participação na herança do cônjuge.