Caso Tairone: nova data do júri será 26 de setembro em Porto Alegre

O ex-PM Alexandre Camargo Abe, acusado de matar a promessa do boxe Tairone da Silva, 17 anos, em março de 2011, em Osório, será julgado pelo Tribunal do Júri no dia 26 de setembro, a partir das 9h30min. A sessão será realizada em Porto Alegre, atendendo a um pedido da defesa que solicitou o desaforamento do julgamento.

A mãe do Tairone, Claudia da Silveira da Silva, o pai Carlos Roberto Silveira da Silva e o advogado de defesa Carlos Eduardo Fogaça Lisboa, estiveram na redação do Jornal Bons Ventos para pedir mobilização da comunidade para que o caso não caia no esquecimento.  “Esta dor não vai sair nunca, pois é para o resto da vida. Chega à data de aniversário, Dia das Mães e eu me vejo procurando meu filho. Era um filho muito presente, eu gostava daquele abraço apertado que a gente ganhava. A morte dele mudou a vida de todo mundo é muito triste. Ele era um atleta que tinha disciplina. Ele morreu pra não usar o que aprendeu no Boxe”, destaca Claudia da Silveira da Silva.

No mês de abril o júri chegou a ser iniciado no fórum de Osório, mas foi suspensa após os advogados de Abe,  Ezequiel Vetoretti e Rodrigo Grecellé afirmarem que foram ameaçados e intimidados dentro do fórum e que não estariam em condições de garantir “a plenitude da defesa do acusado”.

A juíza Anna Alice da Rosa Schuh, que presidia a sessão, discordou da alegação, mas como a defesa manteve a posição de abandonar o pleito, dissolveu o conselho de sentença. Além de determinar pagamento de multa pelos advogados, ainda decretou a prisão preventiva de Abe. O réu foi preso dentro do fórum, mas acabou sendo beneficiado com um habeas corpus em maio e aguarda o julgamento em liberdade.

Relembre o caso

Com apenas 17 anos, o campeão brasileiro e sul-americano de boxe Tairone Silva foi assassinado no dia 11 de março de 2011. Na época, a investigação apurou que o réu confesso, Alexandre Camargo Abe, tinha uma rixa com jovens que frequentavam uma casa abandonada, perto da sua. O policial afirma que foi provocado pelo boxeador, depois que advertiu o grupo de amigos. Pessoas próximas, entretanto, afirmam que a rixa tinha também motivos pessoais. A investigação apurou que o policial havia planejado a morte. Em depoimento, uma testemunha contou que o boxeador havia relatado ter sido ameaçado pelo PM. Após o crime, Abe foi expulso da Brigada Militar. Ele concluiu a faculdade de Direito, passou no exame da OAB e estava atuando como advogado em Porto Alegre antes de ser preso após a audiência. Após o crime, Abe foi expulso da Brigada Militar. Ele concluiu a faculdade de Direito, passou no exame da OAB e estava atuando como advogado trabalhista em Porto Alegre antes de ser preso após a audiência.